“Nada consegue tirar de dentro de mim a sua saudade”

sombras

Não sei. Talvez qualquer coincidência não seja proposital, que seja, não, não seja. Quero que seja proposital.

Ando com um pé lá trás, muito estranho isso. Não sei como consigo, mas ando.
Realmente, só de pensar. Não sei como. Se fosse uma coisa tudo bem, acontece. Foi desde “Fragmentos de Osasco”… Acho que começou aquele dia. Só me faz pensar o porque tudo volta agora até na trilha sonora mais importânte. Até em Road…ou Glory Box.
Estou louca da vida, meu disco do Sinatra sumiu, sinto distância absolutamente em tudo e em todos (e essa distância me mata), como se não existisse o aproximar de alguém e pra completar Perhaps, perhaps, perhaps não sai da minha cabeça como se eu de fato fosse culpada.
Esqueci de citar. O disco da viagem. O encontro de quinta. A conversa de domingo. Aquele lugar que não vou tomar café por pura lembraça. Os roxos não rock’n roll na minha perna. Caio Fernando. A foto. Os sonhos. As fotos. A saída de sexta a noite.
E por último. Sim Isabelle e Ju estreiaram esta volta, de minha parte, sem muito estilo. MENTIRA! Valsei Perhaps, perhaps, perhaps… Foram umas queridas que mataram toda minha saudade, nem toda, um pouco sempre resta.  Acho que foram eles que me lembraram do que deixei mal acabado e entro aqui com todo o blá blá blá de física quântica que todo mundo sabe.
A questão é que ta tudo ligado e que não precisava vir tudo ao mesmo tempo, que viesse uma de cada pra eu sentir cada sensação, assim não sei o que sinto.

tá começando a ficar assustador. minhas costas doem, o ar me falta e meu coração quase salta como estivesse pra sair correndo é um misto de emoção e desespero. nada é novo, tudo é passado, nada é domado. só que desta vez nem enfiar a faca é preciso, já tem a ferida… e sangrar vai ser mais fácil.

acho que vou ter um treco.

sob a entrada…

foi como tv em ano de retrospectiva até com choro no final escondida no banheiro.

Se palavras consolassem, eu decorava o dicionário, confesso. Hoje e agora, minha individualidade precisa de um carinho.

O sonho

Chá de canela com laranja.

E depois do sonho, aquele que você foi acompanhar alguém no circo e ficou cuidando de alguém que arranjou um outro alguém pra brincar ai apareceu um moço não bonito mas simpático e ficaram conversando, sairam na mesma noite com a turma do moço recem conhecido e ficou constrangida o tempo todo e percebia que um outro menino não parava de olhar pra você e não queria que o menino conhecido saisse de perto mas ele saiu e o menino que olhava chegou querendo ser simpatico e te puxou e te beijou e que mesmo que tenha sido quase que desconsertante você não gostou do que o menino fez até porque o recem conhecido voltou e viu a cena se mostrando decepcionado então foi se explicar o que não tinha de ser explicado porque no fundo não tinham nada, mas ai você queria ter e puxou ele tentando fugir de perto de todas as pessoas que sem motivo foram atras de vocês dois como se estivessem fugindo, estavam e não estavam na verdade você estava porque puxava ele e ele não entendia muito bem. E teve a subida você viu uma subida e querendo despistar as pessoas começou a subir só que numa certa hora o cançasso era tanto que começaram a se arrastar e tudo indicava que o que tinha lá em cima era mau até que não aguentaram mais e bem quando ia falar com o moço as pessoas desesperadas gritaram lá de baixo para que descessem e desceram seguindo com os outros que comentavam, olhavam e não perguntavam absolutamente nada. Na viela, desta que tem casas apenas com pequenas entradas, estes quadradinhos que tem uma porta. Então pegou na mão do moço, enfiou as mãos nos bolsos pegou uma chave e rapidamente entrou, aparentemente ninguém a viu. A porta fechou.

Dai te acordaram, o despertador. Mas insistiu em continuar dormindo.

Foi quando o moço começou a explicar que o rapaz do beijo era irmão dele e que ele não podia ter nada contigo por isso e que o irmão dele ia ficar no Brasil para um teste de novela da TV Globo e que devia ajuda-lo. E você disse que não era o que você queria que queria ficar com ele e não com irmão então pegou o carro e a estrada até o lugar mais alto e gelado e ficaram lá em silêncio até o nascer do dia…

Depois você não me disse o resto da história. Acho que acordou de vez mas queria que continuasse pelo que parece. Que ele pegasse o cobertor passasse por suas costas e ficassem juntos, depois voltariam você o deixaria no aeroporto e na hora de ir embora se beijariam e segurariam uns aos outros como se fosse pra não irem embora um do outro, mas era pra ir, e ele foi.

Sua cabeça é muito louca, não sei como consegue sonhar coisas destas. Meus sonhos nem se quer tem cor.

Ando me perguntando até quando vou aguentar dormir as 5am e acordar as 8am, até quando vou gostar se volume alto, até quando vou aguentar com a cabeça erguida, até quando vou conseguir contiar filtrando o que chegam aos meus ouvidos, até quando serei insensata e até quando vou continuar com esta pretenção, porque hoje estava pensando enquanto dirigia, e cheguei a conclusão de que sou muito pretenciosa.

Você acorda na hora certa, se troca toma banho e tem seu tempo de atravessar a rua, escuta The Organ… e pensa, pois é, está na hora de voltar, mas não sabe exatamente se as pessoas pensam assim. Então joga um foda-se, eu voltei. E é isso. Vai no banco resolver uns assuntos pensando na conta que esta negativa, ainda assim querendo mais do que pode, pretenção, não pode pagar, mas ai olha a conta do banco e PAN não tá negativa, claro que não está cheia de notinhas verdes, mas significa que você pode negativar. Então, pretenção².

Quero cortar o cabelo, estou ficando enlouquecida com esta situação inverno que ele se encontra.

Osasco fragmentada a priori

Exposição

Exposição

Eu indico, não sei se já vi algum trabalho dela que tenha me dado satizfação. Mas o fato é que sempre acompanho seus trabalhos porque se não é completo há vazio e se está faltantando algo pode ter caido em algum lugar. Sugeirinha em cada canto. Gosto é do incompleto.

Fragmento. Partícula isolada do todo. Estilhaço que se prende em nós. Em nossas vistas. Parte residual, talvez. Observação e reconstrução de imagens a fim de complementar, de reformular o todo. Sobrepomo-nos, assim como as imagens. Colocando-as uma sobre as outras em nossa mente. Colocando-nos sobre elas. Integramo-nos às paisagens, à cidade, aos nossos dias. Assim, fragmentados. Espalhados pelas muitas partes.

E nesse aprofundamento do olhar, deixamos de pensar para apenas sentir. E é sinestésico quando do fundo de nossos olhos a imagem nos coloca diante de diferentes percepções. A cidade fragmentada em retratos que trazem o cheiro e as vozes de seus homens.”
texto: Patricia Guimarães

alguns pedaços ficaram em lugares que já nem sei.
aqui só me resta uma dor de reboco.

e é como se eu mendigar uma noite inteira, mas como não posso, por horas, apenas algumas,
vou esperar o preço desta oferta, por mais caro que seja o preço e quanto quiser cobrar.
te ofereço qualquer valor, nem que tenha que vender minhas roupas.
o meu dito tem fim aqui.