Caderneta

A única coisa que de fato posso afirmar, é que tudo isso é muito estranho.

Pessoas estranhas, dias estranhos… Eu estranha. Até a palavra parece não soar muito bem.
Não digo que não existem coisas boas nisto. Antes o que era angustiante agora ficou divertido, faz sentido. E isso é bom.
Vendo assim por fora e pra quem não está por dentro ou pra outros que estão por dentro demais da forma que nunca estive. Não é estranho, é normal. Então eu não sei. Do que eu pensava que me disseram agora são outros dizeres de outras pessoas e eu não sei porque todos dizem verdades, o real impressão e o fato em si. Não sei o que pode ser. E se deveria saber do que está aqui por dentro, também não sei o que só piora os fatos.

Em si é tudo um jogo de palavras, olhares, fotografias e eu. Não poderia ser diferente.

No mais eu preciso usar mais o telefone.
Preciso falar com ele só pra relaxar meus vícios, acalmar meus ânimos.
Preciso resolver aquele assunto mal acabado com o outro.
E por fim, resolver aquele que mal começou.
Lembrar daquele café.
Matar aquelas saudades e dar aquele abraço.
Enviar as fotos.
Responder uma mensagem da semana passada.
Andar com o Trabalho de Conclusão.
E arrumar uma maneira de ganhar dinheiro.

Ai sim posso arranjar novos fazeres.


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